(Brisbane – Queensland)
Diário de
bordo 17
Acordei com um
sentimento estranho. Aquela sensação de que está acabando, sabe? Pra mim as
relações sociais em ambientes como escola, faculdade e qualquer outro em que
envolva fazer amizades, aprender, se divertir e passar por uma rotina diária
encontrando as mesmas pessoas, sempre foi muito intense. Sempre curti viver
isso ao máximo, pois nunca se sabe quando isso pode acabar. Na verdade, tudo
tem um fim, mesmo que você saiba quando pode acabar, você acaba não querendo
que este dia chegue. Fiz amizade com várias pessoas de diferentes lugares do
mundo, com diferentes culturas, diferentes costumes, mas que ainda sim souberam
respeitar todas essas diferenças. O ambiente onde eu estava estudando é muito
caloroso. As pessoas sorriem todos os dias, os professores estão sempre prontos
pra ajudar a melhorar o mais rápido possível a sua performance. Enfim, um local
que realmente sentirei falta após esta semana.
Depois de mais
testes no primeiro horário da segunda-feira, meu ultimo dia de testes, comecei
novamente com a trajetória pela Browns pra pedir mais assinaturas na minha
bandeira. Na verdade, eu comecei a pensar que deveria ter comprado a bandeira a
mais tempo e ter pedido a várias outras pessoas que também assinassem. Pessoas
que fiz uma amizade muito bacana mas que já havia acabado seus cursos e até
voltado para o Brasil. Mas mesmo assim, ainda tinha várias pessoas que eu
queria assinatura na minha bandeira. Eram tantas assinaturas que comecei a
achar que uma bandeira só não seria suficiente. Rs! Sério! Estava ficando cada
vez mais cheia. E no final das contas, vai ser um suvenier que vou levar pro
resto da minha vida.
Na terça-feira
a tarde eu tinha um compromisso no restaurante que trabalho. Era uma degustação
de vinhos. Bom, na verdade não era assim pra ficar bebendo o vinho todo. Era
pra conhecer e testar os vinhos que estavam sendo vendidos no restaurante. Como
eu queria aprender um pouco mais e mostrar interesse pra poder conseguir mais
trabalhos por lá, fui me juntar aos demais colegas de trabalho. Foi legal que
me lembrei de algumas coisas do curso que fiz no Brasil no ano retrasado e vi
que tem muito vinho ruim sendo vendido por aqui. Hahaha!!!
Bom, eu havia
chegado num momento em que eu precisava novamente de cortar o meu cabelo. A
juba já estava enorme. Foi então que resolvi falar com o Cesar Lyrio pra poder
me dar uma ajuda. O cara já tinha cortado o cabelo de uma galera: Sophian,
Gabriel, Rodrigo, Andrés… dentre vários outros amigos brazucas. Pensei que, se
o cara está cortando o cabelo da galera e tá todo mundo gostando, é que deve
ser legal. E o melhor, dá pra explicar o que quero em português! Aee!!! Porque
o pior de encontrar um cabeleireiro na gringa é explicar o que você quer.
Vocabulário pra cortar cabelo é difícil pra caramba. Bom, sendo assim, fui
direto pra casa dele na quarta pra poder me juntar ao Andrés que já estava
tendo seu cabelo cortado.
Após pouco
mais de 30 minutos, fiquei satisfeitásso e ainda feliz de pagar $10 pro meu
chegado. O cara agora vai ser o cabeleireiro da brasileirada aqui em Brisbane.
Na quinta eu
precisava começar a planejar minha extensão de visto. Como resolvi ficar aqui,
preciso fazer isso o quanto antes pra poder ter tempo suficiente antes do meu
visto expirar. Olha de verificar os preços e ver no meu orçamento quanto eu vou
poder tirar do bolso.
Sexta-feira,
ultimo dia de aula. Fiquei um pouco mais triste. Era hora de me despedir de
todo mundo.
Várias pessoas
que eu tive contato ali eu vou encontrar mais outras vezes. Inclusive dia de
semana. Mas, outras, eu só vou ter contato mesmo por e-mail, facebook, e
outros.
Resolvi chamar
todos pra ir no Beach House e fazer um ultimo Happy Hour com a galera. O legal
é que, como sempre, eu nunca reservo mesas quando comemoro alguma coisa minha.
E não foi diferente dessa vez. Gosto das coisas feitas ali no momento e com
possibilidade de adaptação momentania. Assim sendo, nos amontoamos em 3 mesas e
ficamos por lá até as 22h. Vários colegas de classe, amigos de outras classes
que passei, amigos de classes que nem passei, professores e até professores que
não em deram aula. Cara, foi ótimo! Muito bom ter esse carinho todo no meu
ultimo dia de aula. Tendo várias assinaturas na minha bandeira e ainda com
companhias agradabilíssimas!
Agradeço mesmo
por todo o meu tempo de diversão e aprendizagem que tive na Browns.
Mais tarde,
haveria a festa Carnaval do The Met. Bom, vamos voltar ao tópico. Como trabalho
durante os finais de semana, sempre fico em casa. E ainda estava tendo aula
durante esta última semana também. Toda vez que eu entrava no facebook só via
notícias do carnaval: Rio, Salvador, Diamantina, Ouro Preto, Abaeté, Pompéu,
Florianópolis, Búzios, Caraíva, Morro de São Paulo, Pipa….até BH! Acredita? BH
com carnaval??? Cara, se eu não tivesse visto fotos e relatos eu não
acreditaria. Poxa!!! Mas fiquei orgulhoso. Muita gente, muitas fotos, muita
curtição. E eu aqui sem carnaval. Tudo bem que fui eu que escolhi estar aqui.
Mas vocês não sabem quanta falta esta festa faz. Até mesmo praqueles que não
gostam de carnaval. Faz falta até o feriado. Hahahah!!!! Certeza que ficam
reclamando que não gostam e tal. Mas também aposto que não queriam estar
trabalhando, pois são 5 dias de descanso. Mas eu prefereria me cansar. Eu fico
muito eufórico com essa festa e por isso, estava muito ansioso sem ela. Foi
duro ver todos se divertindo com essa festa e a gente sem nada aqui. Por isso,
sempre tem algum brasileiro pra tentar cobrir esse buraco que fica em nossas
vidas, vivendo além mar. Por isso, até abadá a gente teve nesta festa. Na
verdade não foi uma festa exclusiva pra brasileirada, mas tinha banda
brasileira, música brasileira e muito brasileiro. É muito legal, pois como a
galera toda sente falta, todo mundo se junta pra poder cantar e se divertir.
Mas….não é a mesma coisa. Infelizmente.
Como eu fiquei
no carnaval até 6h da matina, é óbvio que não consegui acordar cedo pra ir pra
Coolangatta e assistir o campeonato de Surf da Quiksilver que estava começando.
Cheio de Brazucas e as maiores estrelas do surf mundial, incluindo Kelly Slater.
Bom, como o campeonato vai até dia 7 de março, vou no meio da semana. Melhor.
Sendo assim,
resolvi ir no show do Donavon Frankenreiter. Uuu…bom de mais!!! Melhor que no
ano passado no Mix Garden em BH. Pois este show foi mais intimista. Além de ter
sido de graça. Perdi a oportunidade de cantar e ganhar um violao. Como eu sabia
que ele sempre pede pra galera cantar, eu deveria ter ido lá pra frente e ficar
pentelhando pra cantar. O cara que subiu e cantou ‘Don’t Matter’ só cantou o
refrão e bem mais ou menos. Poxa…eu ia cantar pelo menos mais um trecho. Eu
sei, poxa! Bom, pode ser que pra frente role mais uma oportunidade. Quem sabe?
Domingueira,
como era dia de trabalho, fiquei em casa, mas antes de ir pro trabalho, fui pro
Normanby pra me despedir de uma pessoa extremamente cativante. Floriane tinha
terminado seu tempo aqui por Brisbane. Ela precisava voltar pra França. Mas
antes iria conhecer alguns outros lugares da Australia. Por isso, fomos eu e
Giorgio encontrá-la, e mais outras meninas, pra tomarmos a última cerveja
juntos. Essa é a coisa ruim de se fazer boas amizades em experiências assim.
Pessoas vêem e vão. Mas as boas amizades permanecem. Ainda nos veremos
novamente.
See you!
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